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Posts Tagged ‘Professores’

Ser professor,
Se não houvesse espelhar de olhos no primeiro dia de aulas, ser professor não seria um sonho.
Se um fio de beleza não pudesse soltar-se daqueles dedos, daquelas vozes cantoras, daqueles corpos
em movimento, ser professor não seria um sonho.
Se nunca um verso ganhasse asas no fresco dos seus lábios, ser professor não seria um sonho.
Se um livro, uma pintura, um ambiente virtual ou um filme não abrissem uma porta até então fechada,
ser professor não seria um sonho.
Se o tédio não pudesse emagrecer, ser professor não seria um sonho.
Se o saber não construísse pessoas melhores, ser professor não seria um sonho.
Se Arte e Jogo, Língua e Ciência não pudessem ser nomes próprios, nobres palavras, ser professor não
seria um sonho.
Se um certo olhar não sorrisse ao conseguir ler pela primeira vez uma frase, fazer uma descoberta,
resolver um problema, ser professor não seria um sonho.
Se um rosto não se iluminasse ao ouvir “muito bem!”, “está bem visto!”, “um passe perfeito!”, ser
professor não seria um sonho.
Se uma mão negra e outra branca e outra morena não pudessem tocar-se, ser professor não seria um
sonho.
Se várias cabeças não conseguissem pensar melhor do que uma, ser professor não seria um sonho.
Se o silêncio e o asseio, a sobriedade e a ordem não pudessem ser aprendidos, ser professor não seria
um sonho.
Se o medo e a violência, a solidão e a pobreza não pudessem ser combatidos, ser professor não seria
um sonho.
Se justiça e democracia, fraternidade e autoridade não pudessem ser aprendidas, ser professor não seria
um sonho.
Se na escola não pudesse germinar a paz e a entreajuda, em vez da competição, ser professor não seria
um sonho.
Se a escola não ajudasse a reordenar o mundo, ser professor não seria um sonho.
Se a inteligência não pudesse guiar o sonho, se este não pudesse guiar a inteligência, ser professor não
seria um sonho.
Quando nas lides te iniciaste, ser professor tinha a forma de um sonho? Se não tinha, o tempo deu-lhe
essa forma. Para muitos, ser professor é tornar real um sonho. O de ajudar a crescer, a fazer do mundo
um lugar melhor para se viver.
E não há ofensas, nem indignidades – provindas de efémeros poderes –, nem rankings, nem
propagandas capazes de matar esse sonho.
Nem distâncias, nem sacrifícios, nem desassossego, nem noites em claro…
Sem vozes de crianças e jovens à tua volta, sem humana relação, ser professor não seria um sonho.

João Pedro Mésseder, no Dia do Professor 2018

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Recentemente teve lugar a Semana do Agrupamento n.º 1 de Abrantes, 2016 a espreitar 1916.

Aqui ficam algumas fotos e o vídeo da partida do magnífico Austin do professor José Esteves, uma delícia!

 

 

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SONY DSCSONY DSCSou professor; sou professor com muito orgulho! E enche-me o coração de alegria ver que a minha dedicação aos meus alunos, bem como a todos os outros, contribuiu de algum modo para termos estes sorrisos lindos!

Ontem, estas sete princesas pediram-me para as fotografar. Com enorme prazer o fiz. Já não são minhas alunas, mas nunca deixarão de o ser. Serão sempre as minhas meninas! Terão, sempre, uma porta, um portão escancarado à sua espera, caso me procurem, seja qual for o motivo.

Elas são, para mim, um símbolo. Símbolo de todos aqueles que me tocaram e deixaram que os tocasse. Os outros milhares não aparecem nas duas fotos, mas eu consigo vê-los. Estão lá, ao lado, por trás, são uma multidão de carinhas cheias de alegria e de felicidade que eu tive a honra e o prazer de conhecer. Espreitam por trás destas sete carinhas lindas, com sorrisos igualmente joviais.

Posso, por vezes, não me lembrar do seu nome, ter alguma dificuldade em reconhecer as suas novas e adultas feições. Perdoem-me. A minha memória tem sofrido alguns ataques…

O tempo foge, nunca chega… Desculpem-me. A distância leva-vos. Mas estamos sempre tão perto!

Esta semana tem sido uma semana de reencontros. Reencontros cheios de alegria. E o meu coração encheu-se de amor e de carinho. O vosso amor e o vosso carinho!

Obrigado a todos por partilharem comigo os vossos sorrisos. A vida, estou certo, devolverá a todos vós a alegria com que a brindam.

Um grande BEM HAJA a todos!

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Todos (ou quase todos) aqueles que são professores sofrem, com maior ou menor grau, de problemas relacionados com o stress.

Pelas mãos de um amigo, chegou-me ao conhecimento um estudo recente de duas investigadoras nesta área, Isabel Carmo David e Sónia Quintão, sobre o “burnout” (esgotamento) na nossa profissão. Por curiosidade, alguns dos professores que participaram neste estudo são de escolas de Abrantes. Para os interessados, aqui fica o respetivo link.

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Até que enfim que alguém tem coragem de, publicamente, dizer o que é, realmente, a hiperatividade.

As crianças não são hiperactivas, são mal-educadas

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Pergunto-me muitas vezes como é que é possível um professor não ter o controlo da sala de aula. Como é que é possível? Se fosse eu… A minha experiência com crianças e na qualidade de “professora” é diminuta e feita em circunstâncias muito especiais, de maneira que me parece que se eu consigo, qualquer pessoa consegue!
Muito enganada. Há dias lia sobre uma professora de uma determinada escola de Lisboa que desistiu de dar aulas quando um aluno se dirigiu a ela e espetou um murro com imensa força contra o quadro, mesmo ao lado da sua cabeça. Nem de propósito, nesse mesmo dia passei à porta dessa escola e vivi uma situação que me recordou a docente, a diferença é que os murros foram dados no meu carro e eu estava dentro dele.
Os miúdos vinham descontraidamente no meio da estrada, com dois passeios vazios, de um lado e do outro e eles calmamente, vagarosamente, e eu, de frente para eles, cautelosa não fosse atropelar algum porque nenhum se desviava. Com o desafio nos olhos e a boca num meio sorriso lá vinham eles na minha direcção e eu já com o carro completamente parado, à espera que passassem de uma vez. Eram uma dezena, todos rapazes, alguns pequenotes, mas a maioria enormes.
Eis que, quando passam começam a bater no capot e nos vidros, imediatamente apito-lhes e começo a andar, com cautela para não os atropelar, mas o meu cérebro envia-me mensagens diferentes: de um lado diz-me “calma, Bárbara, calma, eles são maiores do que tu mas são menores, não atropeles nenhum”; do outro a indignação verbalizada com uns “estúpidos, não têm educação, não merecem nada, não percebem nada, não se ajudam a si próprios e depois espantam-se quando tomamos a parte pelo todo e chamam-nos racistas e sentem-se vítimas da sociedade, idiotas”, ok, mentalmente também os mandei para uns sítios impróprios.
Mais à frente, um grupo de miúdas, com o mesmo desafio no rosto. Há uma que dança no meio da estrada, virada de costas para o carro, rodopiando e rindo, outra que espeta a perna em direcção ao veículo, desvio-me como posso, não lhes toco. “Anormais”, murmuro entre dentes, com as janelas fechadas e um calor de morrer.
E voltei a lembrar-me da professora daquela escola, dos professores que aturam estes miúdos diariamente. Dos que têm sorte ou jeito e conseguem estabelecer pontes com eles; dos que passam mais de metade da aula a tentar sentá-los e acalmá-los, dos que têm esperança de contribuir para a diferença, dos que já entregaram as armas e só querem que o dia acabe, dos que também se passam e agridem os alunos. Tento pôr-me no lugar destes professores, não consigo.
Em muitos destes casos, os professores perderam, a escola perdeu, a sociedade perdeu. Os miúdos são os que mais perderam mas não sabem, nem querem saber. O que fazer com eles?

Bárbara Wong, jornalista do Público

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TEACHER: Glenn, how do you spell ‘crocodile’?
GLENN: K-R-O-K-O-D-I-A-L
TEACHER: No, that’s wrong.
GLENN: Maybe it is wrong, but you asked me how I spell it.
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TEACHER: Donald, what is the chemical formula for water?
DONALD: H I J K L M N O.
TEACHER: What are you talking about?
DONALD: Yesterday you said it’s H to O.
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TEACHER: Winnie, name one important thing we have today that we didn’t have ten years ago.
WINNIE: Me!
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TEACHER: Glen, why do you always get so dirty?
GLEN: Well, I’m a lot closer to the ground than you are.
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TEACHER: Millie, give me a sentence starting with ‘I’.
MILLIE: I is..
TEACHER: No, Millie… Always say, ‘I am’.
MILLIE: All right… ‘I am the ninth letter of the alphabet’.
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TEACHER: George Washington not only chopped down his father’s cherry tree, but also admitted it. Now, Louie, do you know why his father didn’t punish him?
LOUIS: Because George still had the axe in his hand.
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TEACHER: Now, Simon, tell me frankly, do you say prayers before eating?
SIMON: No sir, I don’t have to, my Mum is a good cook.
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TEACHER: Clyde , your composition on ‘My Dog’ is exactly the same as your brother’s. Did you copy his?
CLYDE : No, sir. It’s the same dog.
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TEACHER: Harold, what do you call a person who keeps on talking when people are no longer interested?
HAROLD: A teacher.

😀 😀 😀

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